Este
ano houve mais ocorrências e mais área
ardida mas de mato e não de floresta.
Os
incêndios já destruíram
este ano mais 2.000 hectares do que em igual
período do ano passado, mas a área
florestal destruída decresceu, revelou
esta terça-feira em Faro o presidente
da subcomissão parlamentar de Agricultura,
de acordo com a Lusa, citada pela RTP.
Falando no final de uma reunião
com autoridades locais, que decorreu no Governo
Civil de Faro, Miguel Ginestal (PS) concretizou
que nos primeiros sete meses e meio de 2008
arderam 5.000 hectares de mato e 2.300 de floresta
num total de 7.300, enquanto que no mesmo período
do ano passado foram devastados 3.000 hectares
de floresta e 2.300 de mato.
"A nível nacional,
houve mais ocorrências este ano, mas menos
área de floresta ardida", disse,
acentuando que se trata de um "dado positivo".
O presidente da subcomissão
de Agricultura, Florestas, Desenvolvimento Rural
e Pescas da Assembleia da República acentuou
que em 2007 a área que ardeu em Portugal,
31.500 hectares, foi excepcionalmente pequena
por comparação com os últimos
anos.
Há dois anos, arderam
70 mil hectares, mas a média anual de
1998 a 2007 rondou os 160 mil hectares.
Como objectivos estratégicos,
a meta para 2012 é uma área ardida
inferior a 100 mil hectares e, para 2018, uma
superfície não superior a 30 mil.
A média de tempo decorrido
entre o pedido de auxílio e a primeira
intervenção é de dez minutos,
revelou, recordando que "os primeiros 20
minutos são essenciais" no combate
eficaz a um incêndio.
A relação inversa
entre o aumento do número de ocorrências
e a diminuição da área
florestal afectada faz atestar "a eficácia
da primeira intervenção",
observou.
O
reforço dos meios de combate aéreo
e a eficácia dos mecanismos de transmissão
de informação são os factores
mais positivos, este ano, no combate a fogos
florestais, disse o parlamentar.
in
MSN
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