Um verão atípico,
com temperaturas abaixo do habitual para a época
e humidade acentuada, reflecte-se positivamente
na redução dos incêndios.
O Distrito de Aveiro registou
entre os dias 1 de Janeiro e o dia 15 do corrente
mês, período relativamente ao qual
se refere o último relatório provisório
da DGRF, apenas 224 hectares de área
ardida.
Este
resultado deixa o distrito Aveirense fora das
zonas mais "quentes", ou seja, que
registam os maiores valores de área ardida,
com Guarda (1.264 ha). Ainda de acordo com o
mesmo documento, o maior número de incêndios
florestais ocorreu em Vila Real e Braga com
200 e 185 ocorrências respectivamente.
Porto e Viseu são os distritos mais afectados
por fogachos, o primeiro com 1.191 registos
e o segundo com 612.
Nesta
fase, Aveiro registou 39 incêndios florestais
e 453 fogachos (incêndios com área
inferior a um hectare), num total de 492 ocorrências.
No mesmo período, verificaram-se ainda
54 reacendimentos, 177 povoamentos e 47 fogos
em mato, o que resulta em 224 casos.
Da análise mensal do
total das ocorrências entre Janeiro e
até ao passado dia 15, verifica-se que
nos primeiros quatro meses os números
se aproximam dos valores médios dos últimos
dez anos.
Nos meses subsequentes, registaram-se
valores de ocorrências inferiores a 2007
e muito inferiores aos 22 mil hectares de área
ardida em 2005, sublinha Filipe Neto Brandão,
governador civil de Aveiro.
O responsável pela protecção
civil considera que os resultados ficam a dever-se
a um conjunto de factores, com as condições
climatéricas à cabeça.
A humidade assinalável, aliada ao dispositivo,
ao empenho das forças em presença
e sensibilização constante das
populações estão a dar
resultados, congratula-se.
Assim avisa o governador Aveirense,
"o dispositivo não vai abrandar,
vamos permanecer vigilantes, porque é
mesmo verdade que Portugal sem fogos depende
de todos nós".
in Diário de Aveiro, edição
de 23-08-2008