“A corporação não está tão bem como eu gostava. Estaria feliz se pudesse pagar condignamente a quem cá trabalha e se, em termos de equipamentos operacionais, estivéssemos melhor servidos”, reconhece Vítor Silva, presidente dos Bombeiros Velhos de Aveiro há 12 anos.
Actualmente com cerca de 120 bombeiros no corpo activo, a corporação viu recentemente reforçada a sua frota automóvel com mais duas ambulâncias: uma preparada para o transporte de doentes em risco e outra para o transporte múltiplo de doentes. Um investimento na ordem dos 100 mil euros, que saiu inteiramente dos cofres da instituição e que vem reforçar uma das áreas mais solicitadas à corporação – o transporte de doentes.
“A população está cada vez mais envelhecida e os pedidos de transporte para vários tratamentos e fisioterapia crescem todos os dias”, refere Vítor Silva ao Diário de Aveiro. O responsável reconhece que “nem todas as solicitações são atendidas, tal é a sobrecarga de trabalho que temos. E para que as pessoas se apercebam da dimensão do problema, posso dizer que, durante o ano passado, os Bombeiros Velhos registaram 7.813 serviços de apoio a doentes, ou seja, uma média superior a 21 saídas diárias, 365 dias no ano”.
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